ANTÓNIO MANUEL DA FONSECA (1796-1890), pintor

 
 
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…«Eneias salvando Seu Pai, Anquises, do Incêndio de Tróia, quadro exibido na exposição da Academia em 1843 (Convento de Mafra): ele garante ao pintor um lugar importante na pintura portuguesa dos meados de Oitocentos. Vasta composição, bem organizada, com valores acertados por modelos de boa garantia académica, num tema tradicionalmente prezado, dentro dum esquema dramático da cultura clássica, o Eneias constitui realmente a única obra erudita do neoclassicismo português, representante maior de uma corrente estética, sua mais perfeita realização programática. Realizado já no declinar de um sistema ideológico que outros cultores válidos não tivera em Portugal, o Eneias de Fonseca pôde obter os maiores elogios do público que acorreu a admirá-lo e até o apreço comedido de Raczynski; em breve, porém, a nova geração de artistas românticos, que por essa mesma altura se revelava polemicamente, o atacaria (1845), antes de o desprezar, pondo-o acintosamente de parte ao organizar-se a representação portuguesa à Exposição de Paris de 1855, facto que provocou o protesto do autor ofendido. Sempre lembrado, o quadro seria considerado «um verdadeiro arcaísmo» em 1871 pela crítica, já de teor realista»… J.-A. França, 1973.